Dia 14 de fevereiro celebra-se o internacionalmente famoso Dia dos Namorados.
Reza a lenda que São Valentim, um padre cristão, contrariou a ordem do imperador romano Cláudio II que proibia casamentos para que os soldados fossem para a guerra sem criar laços afetivos. Descoberto, foi condenado à morte. Artérias, a filha do seu carcereiro, após muita insistência junto do pai, visitou o tão conhecido mártir do amor. Apaixonaram-se e Artérias recuperou a visão. Tal não evitou que no dia 14 de fevereiro de 269 ou 270 o padre casamenteiro tivesse sido decapitado.
Virá daí a tendência para o dramatismo do amor tão presente nos sonetos camonianos ou nas rimas de Florbela Espanca?
Terá algo a ver com os amores trágicos das páginas de Camilo Castelo Branco?
Será por isso que o Fado canta a saudade dos corações afastados?
Virá daí o enredo de filmes e séries televisivas em que só após passarem por muitas lágrimas, desavenças e até perigos, os protagonistas podem viver o seu amor feliz?
Pois bem, eu sou daqueles que prefere esquecer a lenda e acredita que o amor pode ser simples. Sim, é possível amar e ser amado sem entraves. Sim, com ou sem rosas, há alguém para cuidar de nós e acompanhar as nossas risadas.
Sim, os casamentos podem ser para a vida. Sim, o amor pode ser uma descoberta tranquila.
É claro que o amor e uma cabana não resolvem tudo, mas a família e o aconchego do lar são o segredo para muita felicidade.
Ana Paula Almeida
