É Carnaval!
Música, carros alegóricos, cabeçudos, zés pereiras, desfiles, tradições e muitas emoções.

Os ritmos variam, as vestimentas também, mas há sempre algo em comum: alegria.

Carnaval é tempo de libertação, em que ninguém leva mada a mal. Foliões de todas as idades invadem ruas e salões de festas, dando asas à sua criatividade. Uns de disfarces mais leves, outros irreconhecíveis enchem estes dias de cor e vida. Através das máscaras vivem-se sonhos, recordam-se tempos de outrora, escondem-se medos e frustrações, descobrem-se talentos. As máscaras são, de facto, algo extraordinário. Revelam-nos enquanto nos escondem. Nalguns casos, mascaradas ou não, as pessoas mantêm-se iguais a si mesmas. E, apesar do disfarce escolhido, podemos dizer que “tem tudo a ver contigo”.

Noutros casos, ficamos espantados com as transformações que observamos. Não se trata apenas de uma máscara, mas sim de uma verdadeira transfiguração e, aí, fica sempre a dúvida de qual será o verdadeiro eu.

É, de facto, uma capacidade extraordinária aquela que alguns seres humanos têm de se transformar, sendo em muitos casos, algo que ocorre, de forma mais discreta claro, também fora das festividades carnavalescas. Mas, no final, o que interessa mesmo são as serpentinas e os ritmos de samba.

E é aproveitar antes de sermos assolados pela onda de moralidade e introspeção, que vem aí a Quaresma!

Ana Paula Almeida

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