O ser humano é, de facto, uma espécie bastante complexa e, por vezes, difícil de entender.
Passamos o tempo à espera das tão merecidas férias para não ter de cumprir uma lista infindável de tarefas que normalmente ocupam o nosso quotidiano. Chegado o tão esperado tempo de férias, ou até nos dias/semanas que as antecedem dependendo dos casos, procuramos programas, visitas, atividades para miúdos e graúdos para ocupar estes dias tão preciosos.
Não estaremos nós, assim, a esquecer o verdadeiro prazer das férias, o ócio?
Passar o dia a olhar para o mar deitado horas a fio numa toalha de praia. Passar horas sentado numa esplanada de um café a folhear o jornal lendo pouco mais do que as gordas. Passar tardes no sofá a zapear sem ver sequer um programa do início até ao fim. Prolongar a noite pela manhã dentro apesar de não ter sono. Não saber quando, onde nem o que comer para depois acabar a ingerir batatas fritas de pacote e sandes improvisadas com ingredientes nunca antes experimentados. Andar de livro debaixo do braço para não ler sequer uma página. Pois bem, férias e ócio parecem ser, de facto, o casamento perfeito. Não fazer, não visitar, não experimentar, não provar, não descobrir, não conhecer…
Em defesa do ócio, vivam as férias!
