O final do mês de junho marca o término do ano letivo neste nosso lindo cantinho à beira mar plantado. Para uns terá sido mais cedo, consoante o ano letivo em que se encontram, para os alunos do 1º ciclo terá sido apenas no final do mês.
Julho é, portanto, mês de férias, altura de pôr a mochila a um canto, fechar a bolsa das canetas, esquecer os livros na secretária.
Começam os dias de praia, quando o sol ousa dar ares da sua graça, as longas horas em frente à televisão, computador, tablet ou telemóvel, as corridas de bicicletas, jogos de futebol ou simples conversas nas escadarias de um jardim qualquer consoante os gostos e as modas. Para os pais, acabaram-se as preocupações com o material escolar, os TPCs, a roupa para educação física, a marcação das refeições, os testes, os trabalhos de grupo a combinar, enfim uma infinitude de “quotidianos” nos quais nada pode falhar. Enquanto os mais novos deliciam-se com estes momentos de lazer os pais gozam também desta pena tranquilidade.
Será?
Alerta! É preciso renovar matrículas, uma proeza que se consegue alcançar após inúmeras tentativas e horas a fio. É preciso entregar os manuais escolares, verificando folha a folha qualquer réstia do árduo estudo do ano letivo. É preciso orientar algumas tarefas durante as férias para que a matéria não fique totalmente esquecida, até porque todos os dias soam os avisos no telejornal sobre os resultados dos exames nacionais, a previsível falta de professores e a futura decadência da sociedade devido à pretensa decrepitude do sistema educativo. É preciso inscrever os meninos nas atividades extracurriculares do próximo ano letivo para não perder a vaga naquela fantástica escola de língua ou com aquele milagroso explicador. É preciso prever verba para assegurar as despesas de material escolar, de calçado e vestuário que setembro irá trazer. É preciso estar atento aos folhetos de regresso às aulas que inundam as nossas caixas de correio e de email a partir do final de julho para não perder as melhores oportunidades.
E no final de tudo isto, respiramos de alívio e pensamos: “Pronto, está feito!”
Então, soa o alarme: já é setembro. Afinal o ano letivo acabou mesmo?!
Ana Paula Almeida
