Já passou! Esta é uma expressão que não nos sai facilmente da cabeça, como prova a célebre música daquele filme infantil em que o gelo é uma ameaça constante.
A guerra na Ucrânia começou há seis meses dizem eles. Entretanto veio outra vaga covid e a guerra passou. Veio a crise na saúde com urgências a encerrar e a vaga covid passou. Veio a onda de calor e a falta de médicos passou. Veio o aumento generalizado dos preços e a onda de calor passou. Veio o enigma para onde vai o mais conhecido futebolista português e a inflação passou. Veio a polémica dos assessores pagos a peso de ouro e o enigma do futebol passou. Vieram os fogos e a questão das assessorias passou.
Não sei se será bem esta a ordem dos acontecimentos, mas não é muito relevante, até porque no momento em que escrevo estas linhas, outras surgiram, umas passaram, outras regressaram, umas foram esquecidas consoante as capas dos jornais e a abertura dos telejornais foi variando. A verdade é essa. Tudo se torna efémero consoante o assunto for mais ou menos badalado. Os acontecimentos chegam ao top das notícias e fica tudo ao rubro, mas rapidamente caem no esquecimento.
Temos, de facto, a memória curta. Talvez seja esta uma das razões pelas quais andamos, uns mais outros menos, à deriva, pois não somos verdadeiramente nós se não respeitarmos o nosso passado, assumindo tanto os erros como os sucessos. Não crescemos virando as costas aos nossos antepassados, ao caminho que fizemos, aos que nos acompanharam, aos que nos abandonaram, aos que a vida nos roubou. Uma vida pessoal e/ou uma sociedade construído sobre o imediato está destinada a ruir a qualquer momento. Precisamos de alicerces robustos para uma morada, seja ela interior ou exterior.
E os alicerces não são mais do que as camadas que o tempo vai deixando. Os instantâneos são fugacidades que só se tornam realidades quando lhes dedicamos o tempo, a atenção e a reflexão necessárias. Será esse o problema estrutural de que tanto falam e ninguém resolve?
Não sei, não tenho a solução mágica e duvido que ela exista. Mas, certamente, um olhar mais profundo ajudará muito.
A guerra na Ucrânia começou há seis meses dizem eles. Entretanto veio outra vaga covid e a guerra passou. Veio a crise na saúde com urgências a encerrar e a vaga covid passou. Veio a onda de calor e a falta de médicos passou. Veio o aumento generalizado dos preços e a onda de calor passou. Veio o enigma para onde vai o mais conhecido futebolista português e a inflação passou. Veio a polémica dos assessores pagos a peso de ouro e o enigma do futebol passou. Vieram os fogos e a questão das assessorias passou.
Não sei se será bem esta a ordem dos acontecimentos, mas não é muito relevante, até porque no momento em que escrevo estas linhas, outras surgiram, umas passaram, outras regressaram, umas foram esquecidas consoante as capas dos jornais e a abertura dos telejornais foi variando. A verdade é essa. Tudo se torna efémero consoante o assunto for mais ou menos badalado. Os acontecimentos chegam ao top das notícias e fica tudo ao rubro, mas rapidamente caem no esquecimento.
Temos, de facto, a memória curta. Talvez seja esta uma das razões pelas quais andamos, uns mais outros menos, à deriva, pois não somos verdadeiramente nós se não respeitarmos o nosso passado, assumindo tanto os erros como os sucessos. Não crescemos virando as costas aos nossos antepassados, ao caminho que fizemos, aos que nos acompanharam, aos que nos abandonaram, aos que a vida nos roubou. Uma vida pessoal e/ou uma sociedade construído sobre o imediato está destinada a ruir a qualquer momento. Precisamos de alicerces robustos para uma morada, seja ela interior ou exterior.
E os alicerces não são mais do que as camadas que o tempo vai deixando. Os instantâneos são fugacidades que só se tornam realidades quando lhes dedicamos o tempo, a atenção e a reflexão necessárias. Será esse o problema estrutural de que tanto falam e ninguém resolve?
Não sei, não tenho a solução mágica e duvido que ela exista. Mas, certamente, um olhar mais profundo ajudará muito.
