18 de agosto, cá em casa, alguém me disse que tinha direito a descanso porque estava em pré-aniversário. A ideia até me agradou, digo aquela de não fazer nada porque a outra tem um sabor agridoce. Sim desde o dia 19 de agosto de 2021 estou uns trezentos e tal dias mais velha mas ainda não estou um ano mais velha, isso só amanhã.
Portanto, o pré-aniversário é aquele que sempre nos dá uma perspetiva mais agradável da passagem do tempo. E chega então o dia, o do sim hoje faço anos. Já não estamos a falar da ansiedade da festa, das prendas de anos, da casa cheia de fitas e balões…
Já passei essa fase. Agora as ansiedades são outras. Quantos cabelos brancos tenho a mais? Surgiu mais alguma ruga no canto do olho? As articulações estão mais doridas? Depois chegam os mimos: o jantar aparece feito e servido, entregam-nos um ramo de flores à porta, descobrimos o embrulho com aquele desejo tantas vezes lançado como isco ao longo do ano, os vouchers para jantares românticos, fins-de-semana a dois, programas de rejuvenescimento, tratamentos de SPA… tudo para nos fazer sentir mais jovens, ou seja, para nos levar a esquecer que ficamos um ano mais velhas. E depois de uma boa noite de sono, acordamos e percebemos que já temos um ano a mais, é já é uma sorte porque poderia ser até uma mudança de década. E, encolhendo os ombros, lá respondemos às felicitações atrasadas com um pois estou um ano mais velha. E Estou de facto.
Tenho menos um ano pela frente, mais bicos de papagaio, pior visão, pior audição…, mas também tenho muitas outras coisas. Tenho mais histórias para contar, mais momentos de riso na bagagem, mais abraços sentidos, mais lágrimas que alguém me ajudou a secar, mais barreiras vencidas, mais saudades dos que já partiram, muito mais de um pouco de tudo. Pois é, o pré, o durante e o pós são apenas momentos.
Uns ficarão na memória, outros esfumar-se-ão no tempo. Mas, no fim de tudo, olho tranquilamente à minha volto e digo: o tempo passa e eu apenas quero continuar a viver sem pena do que já fui e sem certeza do que serei.
Portanto, o pré-aniversário é aquele que sempre nos dá uma perspetiva mais agradável da passagem do tempo. E chega então o dia, o do sim hoje faço anos. Já não estamos a falar da ansiedade da festa, das prendas de anos, da casa cheia de fitas e balões…
Já passei essa fase. Agora as ansiedades são outras. Quantos cabelos brancos tenho a mais? Surgiu mais alguma ruga no canto do olho? As articulações estão mais doridas? Depois chegam os mimos: o jantar aparece feito e servido, entregam-nos um ramo de flores à porta, descobrimos o embrulho com aquele desejo tantas vezes lançado como isco ao longo do ano, os vouchers para jantares românticos, fins-de-semana a dois, programas de rejuvenescimento, tratamentos de SPA… tudo para nos fazer sentir mais jovens, ou seja, para nos levar a esquecer que ficamos um ano mais velhas. E depois de uma boa noite de sono, acordamos e percebemos que já temos um ano a mais, é já é uma sorte porque poderia ser até uma mudança de década. E, encolhendo os ombros, lá respondemos às felicitações atrasadas com um pois estou um ano mais velha. E Estou de facto.
Tenho menos um ano pela frente, mais bicos de papagaio, pior visão, pior audição…, mas também tenho muitas outras coisas. Tenho mais histórias para contar, mais momentos de riso na bagagem, mais abraços sentidos, mais lágrimas que alguém me ajudou a secar, mais barreiras vencidas, mais saudades dos que já partiram, muito mais de um pouco de tudo. Pois é, o pré, o durante e o pós são apenas momentos.
Uns ficarão na memória, outros esfumar-se-ão no tempo. Mas, no fim de tudo, olho tranquilamente à minha volto e digo: o tempo passa e eu apenas quero continuar a viver sem pena do que já fui e sem certeza do que serei.
