O mês de setembro é o mês dos regressos para muitos de nós. Regresso às aulas, regresso ao trabalho, regresso às atividades extracurriculares, regresso ao ginásio…
É um sem fim de regressos.
Parece que o tempo parou durante os meses de julho e/ou agosto para regressar tudo à normalidade em setembro. As agendas voltam a ser essenciais para a sobrevivência diária. A lista de compras tem de ser seguida à risca para que lancheiras e refeições estejam prontas a tempo e horas. O cesto da roupa suja não pode passar do limite mínimo. As mochilas têm de estar prontas e bem recheadas. Os livros têm de estar arrumados e as estantes prontas para receber os novos materiais e manuais escolares. Não esquecer o material de desporto. Ativar as notificações dos mais que muitos grupos de conversação, chats e redes sociais ativas para não nos passar nenhuma informação ao lado. Os alarmes do telemóvel para o despertar, as atividades, os lembretes, as reuniões de preparação, as atividades de abertura do ano letivo voltam a zumbir aos nossos ouvidos ao longo de todo o dia.
Como se costuma dizer, voltámos à rotina.
Os dias são novamente regidos por horários rígidos que nos obrigam a um malabarismo constante e a um planeamento que tem de ser seguido à risca. Os regressos têm um sabor agridoce.
Que bem que nos sabe sair de casa por uns dias, umas semanas e ver lugares diferentes, experimentar sabores diferentes, encontrar gente diferente. Mas que bem que sabe regressar a casa ao quarto de sempre, aos pratos do costume, aos velhos hábitos.
Somos um cancioneiro feito de pequenos trechos, uns que nos ficam na memória como algo extraordinário, outros que cantarolamos intuitivamente sem sabermos sequer quando os descobrimos pela primeira vez.
Há momentos que nos marcam, há instantes que nos deixam em êxtase, mas há também continuidades, permanências, rotinas que nos definem. Somos feitos de partidas e de regressos. Até à próxima querido mês de agosto.
Bem-vindo querido mês de setembro.
Ana Paula Almeida
